quarta-feira, 2 de março de 2011

Pelo de Punta (Arrepiada) - Capítulo II



Parecia que o mundo resolvera tirar férias. Era pleno mês de Fevereiro e o Aeroporto JFK de Nova Iorque estava lotado. Filas imensas tomavam conta dos balcões das diversas empresas aéreas. Depois de vários esbarrões, despacho da bagagem e tentativas para localizar seu portão de embarque, entrou na fila para verificação da bagagem de mão e passagem no detector de metais. Sabia que o serviço americano era extremamente exigente devido ao constante medo de terroristas. Certa de que seguira todas as recomendações e que estava tudo em ordem, passou tranquila pelo detector. Qual não foi sua surpresa quando o alarme ensurdecedor soou e ela foi cercada por três agentes, sendo duas mulheres. Tentou explicar que não entendia o que havia acontecido, mas a simpatia não era uma das qualidades daqueles policiais. Sob protesto foi levada a uma sala privada, onde foi revistada minuciosamente e passada por outro aparelho de Raios X. Indignada, foi liberada, depois de ter toda sua bagagem aberta e revirada, sob o olhar desconfiado do chefe de segurança do aeroporto.
Quando saía da sala, esbarrou violentamente com um sujeito alto e forte. Ela esbravejou e o xingou. Sentindo dor no braço esquerdo, onde sofrera o maior impacto, curvou-se para pegar a bolsa de viagem que caíra no chão devido ao choque. Sem notar que ele se abaixara para ajudá-la, levantou de súbito e bateu com a cabeça no queixo dele, fazendo-o uivar de dor. Quando o viu com a mão a massagear a mandíbula, sua primeira reação foi a de pedir desculpas, mas lembrou-se de sua própria dor e calou-se. Só não disse bem feito, pois temeu uma represália por parte do estranho, que devia medir 1.90 de altura e fazer musculação diariamente. Apenas lançou um olhar raivoso e virou-se para ir embora. Antes que desse o primeiro passo ouviu a voz grave e aveludada.
- Não se machucou?
- Não foi nada... – retrucou seca.
- Quer que a ajude com sua bolsa? Ela parece pesada.
- Não, obrigada. Preciso ir, pois estou atrasada.
- Eles pegaram você?
- Como? Quem? – perguntou confusa olhando para ele, sentindo-se culpada por algo que não fizera, tal a forma que seu “agressor” fez a pergunta – Ninguém pegou ninguém. Foi uma confusão.
- Ah...Sei... – disse em tom de escárnio, olhando-a de cima a baixo, como se a estivesse vendo por outro aparelho de RX, mais íntimo.
- Era só o que me faltava! Primeiro quase me nocauteia e agora insinua impropriedades.
- Eu não disse nada... Não precisa ficar tão melindrada. Só queria pedir desculpas – continuou, aproximando-se dela com a mão estendida – Muito prazer. Meu nome é...
- Não me interessa. Tenha um bom dia!
Virou-se bruscamente e tomou o rumo da sala de embarque, temendo perder seu vôo, deixando o desconhecido com um estranho sorriso nos lábios.
Mal teve tempo de sentar-se quando ouviu o chamado da formal voz feminina:
- Atenção! Última chamada para embarque imediato do vôo 1278, da American Airlines com destino à Santa Cruz de La Sierra, com escala em Miami, no portão 6.
Correu até o portão indicado, entregou seu cartão à funcionária uniformizada e atravessou o túnel que ligava a aeronave aos corredores do aeroporto. Conferiu o lugar. Ficava no corredor, como fizera questão de frisar quando adquiriu o bilhete, ainda no Brasil. Odiava viajar longos percursos de avião e gostava de estar próxima ao corredor para facilitar a ida ao toilette e poder esticar as pernas com mais facilidade. Infelizmente ainda era obrigada a viajar na classe econômica. Sonhava um dia poder viajar em grande estilo. Esta era uma das coisas que, casando com Miguel, seria possível. Graças aos bons negócios de sua família ele só viajava na primeira classe ou em jatos particulares. Ele bem que havia insistido em pagar-lhe a passagem, mas ela negou o presente veementemente.
Aparentemente todos os passageiros já haviam entrado e ela notou os dois lugares ao seu lado vazios. Regozijou-se pela boa sorte, antevendo a possibilidade de esticar-se e ter algumas horas melhor dormidas. Apertou o cinto de segurança, soltando um suspiro de satisfação, quando notou uma presença de pé, ao seu lado.
- Acho que a senhorita está ocupando o meu lugar.
Reconhecendo a voz, olhou para cima e deu de cara com o homem que a abalroara no aeroporto.
- O que o senhor disse?
- Que a senhorita está ocupando o meu lugar.
- Acho que o senhor está enganado. Este é o meu lugar.
- Posso ver?
- Claro – falou irritada abrindo a bolsa e retirando de lá o seu bilhete.
Sem intimidar-se, ele pegou o cartão da mão de Júlia e sorriu.
- Como pensei...
- Não falei? O senhor se enganou.
- A senhorita se enganou. Seu lugar é o da janela.
- Como? – ela saltou, arrancando o cartão da mão dele – Não é possível! Eu averiguei antes... Eu pedi que me colocassem no corredor... – Incrédula, podia jurar que tinha visto o número e a letra da poltrona certos.
- Sinto muito, mas... Pode chegar para lá, por favor? – ordenou, indicando a janelinha.
Júlia mal cabia em si de tanta raiva. Entretanto respirou fundo e abriu seu melhor sorriso.
- Será que o senhor não faria a gentileza de trocar comigo?
- De maneira alguma... A não ser que a senhorita tenha algum problema de bexiga. Tem?
- Não! Claro que não! – “Que petulância!... Grosso!”, pensou.
Sem olhar para ele, destravou o cinto e foi se sentar junto a janela, bufando de descontentamento. Ficou olhando para o lado de fora, sem ver a movimentação de pista para que o avião decolasse. Só conseguia maldizer a sua má sorte naquela manhã em que tudo parecia dar errado. Fechou os olhos e suspirou contida, ansiando para que as próximas horas não proporcionassem novas surpresas desagradáveis.
Finalmente, a voz do comandante ecoou através da aeronave, dando as boas-vindas e informando sobre as condições de tempo em Miami e o provável horário de chegada.
Sem olhar para o lado do corredor, evitando a presença desagradável que a tinha atropelado e depois a deslocado de seu assento, sentiu o forte zunido dos motores do avião levantando vôo, seguido pela sensação de tamponamento dos ouvidos, devido ao aumento de pressão na cabine. Assim que tudo normalizou, reclinou sua poltrona ao máximo, não mais que um ângulo de 30º, e fechou os olhos.
- Não dormiu bem à noite?
“Que cara-de-pau! Ainda tem coragem de falar comigo como se fosse íntimo”, pensou, mantendo-se calada.
- Não quer conversar um pouco? ... Gosto de falar para que o tempo passe mais rápido. Odeio estes vôos muito longos.
- Azar o seu! – exclamou secamente.
- O seu dia não está sendo dos melhores hoje, não?
- Não é da sua conta.
- Olhe...Vamos ter que passar várias horas juntos. Que tal uma trégua?
Ela continuou de olhos fechados, sem responder.
- Talvez mais tarde? – insinuou em voz mais baixa.
Como não obteve resposta, calou-se, para alívio de Júlia.
Na metade do caminho para Miami começou o movimento para o serviço do lanche, que consistia em um copo de refrigerante e uma porção de amendoins tostados. Júlia optou por beber a Coca-Cola oferecida e comer uma barra de cereal que trouxera na bolsa, rejeitando os amendoins. Seu vizinho de poltrona aceitou tudo que foi oferecido e ainda pediu uma dose de uísque. Quando ele começava a degustar seu mísero lanche, Júlia resolveu realizar sua primeira ida ao banheiro para escovar os dentes. Pediu licença obrigando-o a interromper o que fazia, fechar a mesinha e levantar, dando passagem a ela, já que o espaço entre as fileiras de poltronas era muito estreito e ele tinha pernas longas. No íntimo, ela regozijou-se por demonstrar a ele como seria desagradável tê-la na janela. Não agradeceu e sem olhá-lo atravessou rapidamente o corredor em direção aos banheiros de bordo. Quando voltou ele já havia terminado e levantou-se imediatamente ao vê-la aproximar-se.
- Ainda está chateada comigo? – perguntou quando ela tentava retornar ao seu lugar e espremia-se entre a poltrona da frente e ele.
Ela acomodou-se, tirou um livro da bolsa e fez menção de que começaria a ler e de que não gostaria de ser interrompida.
- Pelo que vejo, sim... – disse ele finalmente diante da falta de reciprocidade por parte de Júlia.
- Qual é o seu problema? – disse entre dentes para não chamar a atenção – Primeiro, quase me joga no chão no aeroporto, depois se nega a trocar de lugar, insiste em falar comigo e fazer gracinhas... Por que eu tenho que ser simpática com você?
- Você é sempre assim irritadiça? – queixou-se – Lá no aeroporto, além de não pedir desculpas pelo esbarrão que me deu, ainda quase me quebrou o queixo. Quanto ao lugar, eu tinha escolhido o corredor com antecedência, pois não suporto ficar na janela neste tipo de viagem... Outra coisa... Não me incomodarei de lhe dar passagem sempre que precisar... Estou tentando ser agradável, ao contrário de você.
- Olhe! Eu quero apenas ficar quieta, ler o meu livro e esperar que o tempo passe o mais rapidamente possível.
- Tem medo de avião... – continuou sondando.
- Não! – “Ele é insistente!”.
- Não quer conversar a respeito disso? Tenho uma amiga que morre de medo de avião e quando é obrigada a viajar vira a pessoa mais desagradável do mundo. Deve ser o seu caso, não?
Ela segurou-se nos braços da poltrona para não pular no pescoço dele. Fulminou-o com o olhar a ponto de ele dar-se por vencido e dizer:
- Ok! Não falo mais... Porém, se precisar se abrir, estarei aqui – finalizou, olhando em frente com um quase imperceptível sorriso nos lábios.
Neste instante, uma das aeromoças aproximou-se. Devia ser a décima vez que ela chegava até ele para perguntar se não precisava de nada. “Existem mulheres que não se dão ao respeito”, lamentou Júlia em pensamento.
- Está satisfeito? Se quiser mais um a porção de peanuts, posso conseguir, pois sempre temos algums de reserva.
- Não, honey. Muito obrigado, mas estou satisfeito – respondeu piscando charmosamente para ela, arrancando-lhe um grande sorriso.
- Se precisar de algo é só me chamar. Meu nome é Mae.
- Claro que chamo... Mae...
“Honey? Se precisar é só chamar? Mae? Desde quando as aeromoças cantam seus passageiros?”, Júlia questionava-se intimamente, enquanto a jovem continuava seu caminho pelo corredor rebolando um pouco mais que o normal sob o olhar fixo de seu vizinho.
- Este pessoal da Airlines é muito simpático, não acha? – perguntou, percebendo que ela estava observando a cena toda.
Sisudamente, deitou os olhos sobre o livro e se manteve muda. Logo o inconveniente estranho também fechou os olhos e pareceu pegar no sono.
Na chegada a Miami, o comandante voltou a falar anunciando que a parada seria breve e que os passageiros em trânsito permanecessem sentados enquanto a aeronave era limpa. Apesar de todo o movimento naquele intervalo, o homem continuou de olhos fechados. Parecia ter desistido de entabular conversa com ela e pegado no sono. Não se passaram mais que trinta minutos para que o avião levantasse vôo. A partir dali teria que aguentar mais 9 horas de viagem conforme a informação do novo comandante, que Júlia acabara de ouvir. Olhou para o lado e, pela primeira vez se deteve na fisionomia de seu impróprio vizinho. Ele tinha uma testa ampla, com algumas poucas marcas de expressão. Devia ter entre 30 e 35 anos. O cabelo era castanho-claro, ondulado e revolto, com alguns fios grisalhos, emoldurando o rosto escanhoado, bronzeado e másculo. Olhando-o assim, de lado e de boca fechada até podia entender o interesse da aeromoça.
- Está gostando do que vê? – disse ele repentinamente, abrindo os olhos e pegando-a em flagrante a analisá-lo.
- O quê? – sobressaltou-se.
- Está a um bom tempo a me observar. Está repensando na sua atitude em relação a nós?
- Ora! Eu não estava... – interrompeu a frase indignada com a petulância daquele sujeito, voltando a atenção para o livro que tinha nas mãos, tentando encontrar a última linha lida.
- Tinha esperança que mudasse de idéia ... – anunciou sarcástico.
Finalmente o avião decolou novamente.
Passadas cerca de duas horas, começou a turbulência. Júlia olhou pela janela e viu as nuvens densas e cinzentas aglomerando-se e os relâmpagos intermitentes, prenunciando uma tempestade. Instintivamente, ela apertou um pouco mais o cinto.
- Não se preocupe – falou seu “companheiro” de viagem tentando acalmá-la – Este tipo de coisa é bem comum por aqui no Triângulo das Bermudas. Se precisar de uma mão para segurar, eu estarei aqui.
“Confiado!” ajuizou intimamente”. “Triângulo de Bermudas!”... – Apavorou-se. Pensou em Miguel. Seria bom se ele estivesse ali ao seu lado. Foi então que a nave sofreu um baque. Podia-se perceber a queda de altitude brusca, que durou alguns segundos, e a tentativa de retorno ao estado anterior. Alguns passageiros chegaram a emitir gritos de alarme. Os sustos repetiram-se várias vezes. As aeromoças solicitavam que todos retornassem aos seus lugares e ficassem presos aos cintos. Elas próprias seguiram esta ordem. Mais alguns minutos de agitação se passaram quando a voz do comandante se fez ouvir.
- Peço a atenção de todos. Em vista do mau tempo, seremos obrigados a um pouso de emergência em Curaçao. Permaneçam em seus lugares e aguardem novas instruções. Fiquem calmos. Não há motivo para pânico. Estamos com tudo sob controle. Obrigado.
O simples mencionar das palavras “emergência”,“pânico” e as frases “fiquem calmos” e “está tudo sob controle” foi o estopim para que o controle da ansiedade dos passageiros fosse totalmente perdido. O burburinho na aeronave começou. As aeromoças foram obrigadas a sair da segurança de seus lugares para tentar acalmar as pessoas mais assustadas e preocupadas, além de auxiliar aqueles que começavam a passar mal devido aos movimentos provocados pelos fortes ventos no exterior do avião.
A figura alta ao seu lado, sem fazer alarde, levantou-se calmamente de seu assento e dirigiu-se à cabine de comando, onde, surpreendentemente foi acolhido, pois a porta fechou-se atrás dele. Lá ficou por alguns minutos e saiu com expressão preocupada, voltando ao seu lugar ao lado de Júlia.
Vencida por sua curiosidade e medo, se obrigou a dirigir-lhe a palavra.
- O que está acontecendo? O que lhe disseram lá?
- Agora está falando comigo?
- Ah, por favor! Só quero saber se vamos morrer ou não!
- Lastimo lhe dizer que por hora não. Vamos realmente pousar em Curaçao.
- Pelo menos estaremos em terra firme... – comentou aliviada – Obrigada.
- De nada... – respondeu, porém a expressão sombria em seu rosto persistia.
- Tem alguma coisa mais?... – insistiu ansiosa ao estranhar a seriedade dele
- Depois do pouso, não temos previsão de saída.
- Como assim?
- Um dos equipamentos de navegação entrou em pane e antes que ele seja consertado, não teremos como voar novamente.
- Ah, não... Como você conseguiu todas estas informações? Por que só você pode entrar lá? – ela voltou seu olhar para a cabine do comandante, onde um dos comissários impedia os passageiros de entrar.
- Digamos que sou conhecido do piloto. Costumo viajar muito com esta companhia aérea. Satisfeita? – Júlia percebeu-o tenso, mas achou melhor não perguntar mais nada.
Com um leve aceno da cabeça sugeriu estar satisfeita e acomodou-se em seu lugar, voltando a ficar muda, aguardando os próximos acontecimentos.
(continua...)




Estão gostando? Complicou um pouco mais? Parece que a Júlia está tendo o seu dia de azar... Ou será de sorte?...rsrsrs.
Hoje quero mandar um beijo para as novas seguidoras do blog, como a Brih, a Nine, a Rapha e a Andréia. Sei que a minha proposta pode parecer estranha e já vi outros blogueiros com propostas semelhantes desistirem, ou por falta de inspiração ou por falta de audiência. Porém, escrever virou uma paixão para mim. Desde que comecei timidamente a publicar meus contos no Orkut, nas comunidades de fãs do Gerard Butler, há cerca de cinco anos, não consegui parar mais. O meu "muso" inspirador passou a não ser mais tão importante (apesar de eu continuar sua fã fidelíssima) quanto o desejo de ser simplesmente uma contadora dos romances.Sei que existem muitas pessoas que torcem o nariz para este tipo de histórias de amor romântico que expresso aqui, mas também sei que, como eu, as românticas são em grande número, mais do que se possa imaginar. Eu não estou sozinha e isto é ótimo. Contudo, mesmo que isso não fosse verdade, eu continuaria escrevendo, pois é algo que me dá imenso prazer e torna a minha vida muito mais agradável de ser vivida. Eu diria que escrever é o meu Prozac.
Ao lado de tudo isso, tenho as minhas leitoras fiéis, que me acompanham há anos, pacientes, amigas e incentivadoras, que me estimularam a publicar livros impressos, que estão me dando tantas alegrias. A vocês minhas queridas (acho que não preciso citar nomes, pois vocês estão nos comentários e recados espalhados por todo o blog e nos agradecimentos da minha primeira publicação - Na Rede do Pescador)), minha eterna gratidão e todo o meu amor. Para quem chega, o carinho e as boas-vindas dessa escritora amadora que adora compartilhar suas fantasias românticas.
Beijos!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pelo de Punta (Arrepiada) - Capítulo I

O clima estava pesado no escritório improvisado em um povoado próximo à fronteira com o Paraguai. Quatro homens discutiam a respeito de um lote de armas ilegais que havia sido interceptado por um grupo de militares locais.
- Como isso pode acontecer? – gritou o homem mais velho, assustando os outros três com a forte batida da mão que caiu pesada sobre a mesa de madeira carcomida. Apesar de nenhum deles querer deixar transparecer, o temor pelas reações violentas de seu chefe quando contrariado era algo quase palpável – Alguém nos traiu! Descubram este traidor e tragam-no até mim. Cancelem a próxima operação e aguardem minhas ordens. Lito está para chegar. Eu o colocarei a par do que está acontecendo e ele logo assumirá em meu lugar. Vocês dois – disse apontando para os dois sujeitos que ladeavam o terceiro homem – Saiam! Preciso falar a sós com meu amigo aqui. Assim que os homens saíram, o comandante aproximou-se afavelmente de Juan e passou o braço em torno de seus ombros.
- Por que está tremendo, meu amigo? Não diga que está com medo de mim... Depois de todos esses anos? – disse olhando a frente e lhe apertando o abraço.
- Se tremo, senhor, é de raiva diante do que aconteceu com o nosso carregamento.
– Lembro como se fosse hoje, Juan – interrompeu-o, como se não ouvisse o que o outro dizia –, quando você nos procurou oferecendo seus serviços, pois tinha sido impiedosamente descartado pelo governo. Você sempre se mostrou eficiente, Juan... Um amigo nas horas difíceis, um guerreiro que defendia os interesses de nossa família antes de tudo mais...
- E continuarei defendendo, meu comandante – respondeu olhando firmemente para seu superior.
- É realmente tocante poder contar com amigos como você, Juan – continuou o discurso de amizade, afastando-se do mercenário que o servia a um par de anos.
Com olhar apreensivo, Juan começou a suar, sentindo que alguma coisa estava errada naquela conversa supostamente amistosa.
- Como vai sua esposa? – continuou súbito, para alarme do questionado.
- Minha esposa? ... Mas eu sou solteiro...
- Você sabe, Juan, o que acontece com aqueles que traem a minha confiança, não?
- Não sei do que o senhor está falando – sua tensão aumentava a cada segundo, percebendo que não só fora descoberto, como seu contratante não fizera um bom serviço ao proteger sua família. Começou a procurar por possíveis rotas de fuga da pequena saleta sem janelas.
- Tenho certeza que ela vai trabalhar muito bem para pagar os prejuízos que você e seu mandante nos proporcionaram – Nem bem havia terminado de falar, sacou o revólver que trazia sob o cinto da calça, às costas e apontou para o traidor que já o olhava com desespero – Tenho certeza que ela fará grande sucesso no nosso cabaré em La Paz... Me disseram que ela é muito bonita.
Juan soltou um grito de terror, sacou sua própria arma e atirou. Desesperado, ao verificar que a pistola estava sem balas, jogou-se contra o traficante. Naquele momento, os dois homens que haviam abandonado a sala minutos antes, entraram acompanhados por outros dois. Partiram para cima dele, que lutou para desvencilhar-se dos brutamontes, sem êxito.
- Quero que o enforquem na árvore mais alta que encontrarem por aqui e chamem todos os homens para ver. Que ele sirva de exemplo para quem estiver pensando em me trair.
Com o rosto sangrando pelos cortes na boca e no supercílio esquerdo, Juan olhou com ódio para seu carrasco, cuspiu contra ele e conseguiu dizer:
- O teu fim está próximo! Espero que tua morte seja agonizante!... Pode ter certeza que eu estarei te esperando no Inferno!
- Deixe-me ser o primeiro a satisfazer seu desejo, seu traidor de m... – Virando-se para seus auxiliares, continuou impiedoso – Antes do enforcamento, podem usá-lo para treinar boxe... Conduzam-no às portas do Inferno... Agora!




A milhares de quilômetros dali, alheia a toda essa violência, Júlia Monteiro, executiva de uma grande empresa internacional de cartões de crédito, aproveitava os louros de seu excelente desempenho no ano anterior, na cidade de Nova Iorque. Júlia trabalhava como advogada nos escritórios da filial brasileira, situada no Rio de Janeiro. Seu esforço havia sido reconhecido e, antes de entrar em seu período de férias de verão, fora convidada a conhecer a matriz americana, com direito a passagens aéreas de ida e volta, hospedagem e uma visita guiada ao prédio monumental da companhia, no coração de Manhattan. Acabara de participar de uma reunião dedicada aos melhores funcionários das filiais internacionais. Ao lado deste reconhecimento, Júlia aguardava com grande ansiedade os dias que viriam depois de sua saída de NY. O motivo era o encontro com Miguel, seu noivo boliviano, que a esperava em Santa Cruz de La Sierra para apresentá-la a família. Há dois meses ele a pedira em casamento. Tudo fluía muito bem no relacionamento até que ele demonstrou o desejo de que ela fosse morar na Bolívia após o casamento. Esse pedido a perturbou. Nunca fora tão amada por alguém como por Miguel. Ele parecia ter nascido para satisfazer seus desejos. Enchia-a de mimos quando estavam juntos. Telefonava diariamente quando estava viajando a trabalho para a empresa de importação e exportação de sua família. Além de tudo isso, era lindo, gentil e carinhoso. Suas amigas morriam de inveja de sua boa sorte. Ali, debruçada sobre a murada do seu apartamento no Gotham Hotel, sentia o ar frio penetrando em suas narinas e a pele do rosto congelando, enquanto observava fascinada as luzes da Big Apple. Ao som de sirenes, buzinas e do burburinho da 46th Street de início de noite, lembrou a primeira vez que viu Miguel.
Ela o conhecera durante um vernissage de esculturas de um artista em ascensão no mundo das artes, patrocinada por sua companhia em uma galeria do Leblon. O homem alto e moreno a fez lembrar de Josh Brolin, o ator americano do qual era fã, na sua versão com bigode e de tez um pouco mais bronzeada. Ele estava parado diante de uma das esculturas com um olhar intrigado, mão no queixo quadrado, tentando ver sentido nas formas entrelaçadas esculpidas em granito e que sugeriam corpos de amantes. Pelo menos era o que estava escrito na pequena placa no pedestal onde o objeto de arte descansava. Achou graça do modo como ele observava a peça e mal pode disfarçar o sorriso que a denunciou quando ele olhou em sua direção.
- Você vê alguma pessoa nesta... escultura? – perguntou-lhe com uma voz de timbre suave e um forte
sotaque espanhol.
Pega de surpresa, olhou para trás a procura de outra pessoa com quem ele pudesse estar falando. Como não encontrou ninguém e ele continuava a encará-la, pressupôs que falava com ela.
- Não sou uma perita, mas acho que há uma insinuação de dois corpos aí – respondeu com ar de crítica.
Sem cerimônia, aproximou-se dela, pegou-a com gentileza pelo braço e levou-a até onde ele estava anteriormente.
- Jura que consegue ver alguma forma humana nesta coisa? – continuou irônico, com expressão bem humorada.
Não resistindo, acabou por se juntar a ele em sua opinião.
- Aqui entre nós, que o artista não nos ouça – sussurrou em seu ouvido –, mas acho que ele deve ter problemas de relacionamento.
Ele explodiu numa gargalhada, assustando os convivas ao seu redor. Júlia conteve-se, mostrando apenas um sorriso malicioso. Estava encantada com a mecha de cabelo liso e negro que caía displicentemente sobre sua testa tornando-o ainda mais charmoso. Ele certamente tinha menos idade que Brolin, pois a pele era praticamente lisa, apresentando algumas poucas marcas de expressão no contorno dos olhos amendoados e da boca de lábios cheios. Assim que parou de rir, apresentou-se.
- Miguel Vasquez, seu novo admirador... – denominou-se oferecendo a mão para cumprimentá-la.
- Júlia Monteiro... – disse aceitando o cumprimento. Corou quando ele pegou sua mão e a levou até a boca, tocando de leve os lábios em seu dorso.
- É um prazer conhecê-la, senhorita Monteiro – pronunciou com a voz rouca enquanto encarava-a de um modo diabolicamente sensual.
Júlia não se considerava uma mulher bonita e tão pouco romântica. Certa vez um de seus affaires chegou a chamá-la de frígida, o que a chocou bastante. Gostava de sexo. O problema era tempo e com quem fazer, pois se tornara exigente ao longo de tantos e curtos casos amorosos. Sua vida era dedicada ao trabalho e um namorado não se encaixava muito no seu dia-a-dia. Contudo, às vezes sentia-se muito só. Naquele momento, Miguel parecia saído de um daqueles filmes antigos que ela gostava de ver, nas horas em que se permitia algum lazer, onde os homens eram bonitos, cavalheiros e amorosos. Hipnotizada por aquele olhar, não conseguiu dizer nada mais além de sim quando ele perguntou se poderia acompanhá-la na exposição.
- Confesso que entrei aqui por acaso e não entendo nada de arte. Vi uma aglomeração de pessoas bem vestidas e achei que era uma festa.
- Também não me considero uma entendida. Na verdade estou aqui por uma formalidade. Foi o meu chefe quem organizou esta exposição e me senti na obrigação de comparecer para agradá-lo. Ele é uma pessoa ótima e...
- Então, que tal se sairmos de fininho e ir a algum lugar para jantar? Você fica responsável pela escolha do restaurante já que é nativa. O que acha?
A princípio ficou apreensiva com tal convite, mas ao deparar-se com o sorriso e a expressão de cumplicidade de Miguel, olhou para os lados, conferiu o relógio de pulso, lembrando que estavam numa quinta-feira e que precisaria acordar cedo no dia seguinte. Pensou há quanto tempo não saía com um homem tão interessante e decidiu.
- Acho ótimo. Só não posso voltar muito tarde para casa.
- Seu papa não permite? – perguntou sério.
Aí foi a vez de ela rir alto, cobrindo a boca logo em seguida para não atrair a atenção.
- Não... Não tenho mais idade para ser controlada por meu papa. Além do mais, ele não mora aqui. É que eu trabalho amanhã muito cedo... É por isso.
- Prometo que a entrego cedo em sua casa – prometeu solenemente.
Neste momento começou um relacionamento que já durava oito meses. Apesar de morar em Santa Cruz e viajar com muita frequência, Miguel vinha ao Rio de Janeiro pelo menos duas vezes por mês. Ele dizia que antes a prioridade de sua estadia na cidade maravilhosa era o trabalho, mas nos últimos tempos era o prazer de ver e estar com Júlia. Sempre atencioso e apaixonado, surgira com a proposta de casamento há dois meses e desde então não descansara, insistindo que ela conhecesse sua família e de como seria bom terem mais tempo juntos. Às vezes mostrava uma irritação com a alegação de Júlia de não estar preparada ou de achar que era muito cedo para pensar num compromisso tão sério.
- Então não me ama? – perguntava aborrecido.
- Não é isso, Miguel. Estamos indo bem assim. Por que a pressa?
- Quero ter certeza de que você é minha.
Aquela afirmação deixou Júlia mais alerta. Não gostava da ideia de posse sobre ela. Tinha medo de perder sua independência... Tornar-se propriedade de alguém. Porém, ao lado destes receios, estava Miguel... Nenhum outro homem a tratara tão bem ou demonstrara tanto amor como ele. Tinha medo de perdê-lo e arrepender-se mais tarde. Nunca tinha se apaixonado antes, mas achava que esta era a sua vez e Miguel era o homem certo.
O ar enregelante na sacada do hotel a fez voltar à realidade. O melhor a fazer era dormir. Partiria no voo das dez da manhã, mas tinha que acordar cedo, terminar de fazer sua mala, tomar café e ir para o aeroporto JFK. Olhou mais uma vez para as luzes multicores do centro de Manhattan, sorriu e se perguntou se a viagem do dia seguinte definiria o seu futuro... Ao lado de Miguel... Ou não. Voltou para a suíte, fechou a porta da varanda e foi se deitar.

( continua...)



Como havia prometido, volto antes deste mês de Fevereiro acabar, animadíssima para começar a postagem do meu novo romance. Vocês devem estar estranhando o título em espanhol. Acho que nestas férias tive tanto contato com esta língua que resolvi guardar os sabores de Buenos Aires e Punta Cana no título. Além disso, enfrentei alguns probleminhas durante a viagem semelhantes ao de minha heroína, mas que não valem à pena revelar aqui...kkkkk. E não... Não conheci nenhum homem parecido com Josh Brolin. Nem poderia pois estava acompanhada pelo meu digníssimo e mui amado marido.
Sendo assim, inicio hoje mais esta empreitada. Vou colocando os capítulos a medida que os escrevo, como sempre. Até o próximo!
Beijos a todos!
 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Divagações Íntimas


Passei hoje por aqui especialmente para divulgar o livro de uma grande amiga, também blogueira e escritora, Aline Kodama (Blog Papéis Avulsos). Ela acaba de lançar uma antologia poética escrita ao longo de sua adolescência. Vale a pena conferir! O pouco que pude ler, pois ainda estou na fila para adquirir meu exemplar, me deixou arrepiada e com aquele gostinho de quero mais.
Deixo aqui o link para aquisição do seu exemplar:

http://www.clubedosautores.com.br/book/37960--DIVAGACOES_INTIMAS

Capa do livro
 SUCESSO, ALINE!!



Em tempo: Acabo de ganhar mais um selinho de um blog amigo, Kalanit Flowers( http://kalanitflowers.blogspot.com/?zx=7f4baff52f3cc6e4 ), da Cildinha , uma pessoa adorável e que, como eu, adora um bom romance.



Beijos, querida!


PRÁ SEMPRE... VOCÊ!

Por uma terrível falha minha deixei de colocar aqui o lançamento do livro de outra amiga muito querida, a Carla  Blackhawk. O livro foi lançado há cerca de 1 mês, sendo motivo de grande alegria das leitoras que já acompanhavam os lindos romances da Carlinha na comunidade de autoras Estante de Livros do Orkut. O nome da obra é "Prá sempre...Você!" e conta a incrível história de uma quituteira e um bombeiro escocês charmosíssimo. É um romance repleto de emoções do início ao fim. Ele está disponível no site Clube de Autores.


http://www.clubedosautores.com.br/book/35335--PRA_SEMPRE_VOCE


Não percam!
Sucesso, Carlinha!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Blog Romance no Deserto

Acabo de ganhar mais um selinho de aprovação de um blog amigo e parceiro, o ROMANCE NO DESERTO ( http://romancenodeserto.blogspot.com/2011/02/que-gracinha-ganhei-meu-primeiro.html ) , e estou muito contente com este reconhecimento.


 

Juntamente com este lindo presente vieram alguma regras que deverei seguir.
A brincadeira é contar 3 segredos e passar o selo para outros amigos fazerem a mesma coisa.Mas há regras para revelar os segredinhos!
A- Postar selo no seu blog,
B- Deixar um comentario nesse post com o link do seu post no seu blog;
C- Dizer 3 coisas que a maioria das pessoas nao sabem sobre você. Mas não é tão simples assim!
São 3 coisas nesta ordem:
1- Uma coisa que o seu leitor vai pensar: Hmm, interessante!
2- Uma coisa que o seu leitor vai pensar: Uau, nunca iria saber isso!
3- Uma coisa que o seu leitor vai arregalar os olhos e dizer: O quê? (e vai ficar de boca aberta!)

Não tenho grandes segredos, pois adoro contar tudo sobre mim, mas vou tentar surpreender minhas leitoras.

1 - Estou escrevendo um romance a quatro mãos com uma grande amiga.
2 - Quando termino de escrever um romance sinto como se fosse o parto de um filho muito querido. Sinto-me a pessoa mais feliz do mundo.
3 - Tenho um banco de idéias onde coloco todas minhas inspirações em forma de sinopses, para que um dia elas possam virar romances. Só espero ter tempo para escrever todas estas histórias um dia.



award

Mando este selinho de aprovação para:

Doida y Romântica




Papéis Avulsos

 
 
 






Romance no Deserto
http://romancenodeserto.blogspot.com/2011/02/que-gracinha-ganhei-meu-primeiro.html



Beijos!!
PS: Agora que consegui fazer um award, já tenho uma pequena lista de blogs merecedores. Aguardem!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mais uma publicação!!

Gente!! Baixou a febre da publicação! Pois é... Venho aqui mais uma vez para anunciar a publicação do ERIK, a minha versão da continuação de "O Fantasma da Ópera", finalmente (não é Paty?)...ufa! Vocês não sabem o trabalho que dá fazer esta publicação, principalmente a capa. Passei todo este feriado de N. S. de Navegantes sentada em frente ao computador combinando fotos, pesquisando imagens e montando o resultado final. Acho que ficou muito bom, modéstia parte... Vou ter que me acalmar agora, pois devido a estas duas publicações o meu tempo tem ficado menor ainda e não tenho conseguido escrever minhas histórias ( a Aline que o diga... Não esqueci do nosso filho,não...rsrsrs).Aliás, por falar na Aline (do blog Papéis Avulsos), ela está em vias de publicar um livro de poesias. Aguardem!! Sucesso, querida!
Minhas férias chegaram realmente ao fim, exatamente hoje, mas prometo que antes do final do mês (bem antes, espero)estarei com outra novidade que não seja a publicação de livros.
Que a minha felicidade se irradie e espalhe apenas bons fluídos sobre todas vocês.
Beijos e mais beijos! (dá prá notar que estou feliz?) Até em breve!
Link para divulgação e venda do livro ERIK:


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Publicação do Primeiro Livro!!

Oi, minhas queridas!

É com emoção que venho anunciar que tenho o meu primeiro livro publicado. Depois de muitas idas e vindas, com editoras interessadas, acenando com a publicação e depois mudando de idéia (ainda vou voltar a falar sobre este assunto em uma outra hora), acabei seguindo os conselhos da minha querida amiga Aline Kodama e publicando "Na Rede do Pescador" no Clube dos Autores.

O link para adquirir o livro, para quem estiver interessado, é:

http://www.clubedosautores.com.br/book/37482--Na_Rede_do_Pescador
Pode ser vaidade, mas vou adorar poder segurar um livro de verdade, escrito por mim. Nestas férias, li uma frase dita por Jackeline Onassis: " If you produce one book, you will have done something wonderful in your life". Acho que ela tinha toda a razão... Pelo menos é como me sinto agora.

Depois desta notícia, espero não demorar muito para voltar com novidades aqui.

Mais uma vez agradeço a todas vocês pelo estímulo que sempre me deram para chegar neste momento.

Um grande beijo no coração de todas minhas leitoras!

Capa e contracapa do livro (com abas):



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

FÉRIAS!!!

Oi, pessoal! Estou entrando em férias, depois de um período conturbado neste final de 2010 e início de 2011. Fiquei sem o meu companheiro de todas as horas... Não. Foi o meu computador que resolveu ter uma síncope no dia 18 de Dezembro. Depois de muitas andanças atrás de um técnico que resolvesse o problema, acabei por ter que formatá-lo e perdendo a memória em grande parte. Só consegui salvar meus textos, por sorte.
Quero agradecer pelos comentários das minhas leitoras queridas e dizer que devo voltar só em Março, provavelmente com um novo romance, que pretendo escrever neste período de encasulamento(acho que acabo de inventar uma palavra...rsrsrs... Que me perdoem os linguistas). Para quem aparecer aqui pela primeira vez, deixo a casa aberta para que vasculhem entre os romances que escrevi anteriormente e espero que se divirtam. Para quem tem me acompanhado fielmente e já leu todos os textos de meses anteriores, deixo uma boa recomendação de leitura. Acabei de ler "ANGELOLOGIA - O Conhecimento dos Anjos", de Danielle Trussoni. É um romance muito bem escrito, que prende o leitor após o primeiro capítulo até o final. Vale a pena ler, principalmente para quem gosta deste assunto sobre anjos. Para quem não gosta de anjinhos, leia tb, pois garanto que os anjos desta estória não tem nada de bonzinhos. Depois me digam se gostaram da recomendação.
Vou morrer de saudades! Espero voltar com boas novas. Já tenho um romance iniciado e um projeto em andamento que estou arquitetando com a minha amiga Aline, do blog PAPÉIS AVULSOS. Será outra ótima novidade em 2011... suspense...
Esperando que este novo ano recém-nascido possa realmente nos trazer muitas alegrias e realização de nossos projetos, deixo aqui o meu beijo carinhoso a todos vocês.
Até a volta!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Confusões de um Viúvo - Capítulo XVI (Final)

Postagem Cancelada



Bem, desta vez demorei para postar o final do capítulo não só pelo tempo encurtado, final de ano, etc..., mas também porque o meu computador resolveu tirar férias. Pois é. Quase tive um colapso no dia 19, quando ia terminar de escrever este romance, pois meu laptop simplesmente não inicializou mais. Na segunda, procurei um técnico desesperadamente, mas não consegui achar ninguém. Somente na quarta consegui falar com um técnico da DELL, que muito solicitamente fez todos os testes cabíveis no sistema, por telefone e acabou por me dizer que eu teria de formatar tudo novamente e que fazer backup da memória, com uma assistência técnica, para não perder todo o conteúdo do meu PC. Ou seja, tudo que tenho escrito em todos estes anos, livros baixados, imagens, mensagens de amigas que gravei, vídeos...
Por sorte, a maioria de meus textos estão aqui no blog, mas o resto... Por isso, só hoje consegui terminar de reescrever este final (ainda bem que eu tinha postado a primeira parte deste capítulo...Que sorte!).
Espero que tenham gostado do meu viuvinho e de sua bailarina. Como sempre, aguardo críticas, além dos elogios que tanto massageiam meu ego inseguro, para que eu possa melhorar nas próximas estórias.
Aproveito para desejar um HIPER FELIZ NATAL, como este que acabo de descrever, para melhor, e que o ANO DE 2011 venha carregado de boas notícias, paz no coração, saúde física e mental para enfrentarmos as possíveis contrariedades, muito amor de todas as maneiras, dinheiro, que infelizmente move o mundo e auxilia no nosso bem-estar, e tudo mais que a gente precisa para ser feliz. 
A todas minhas amigas que me acompanham aqui no blog e ou fora dele, dando força, me estimulando a continuar batalhando pela publicação de um livro, me presenteando diariamente com seu carinho, seja através de emails, comentários, recadinhos aqui, no Orkut ou no Facebook, deixo aqui o meu sincero agradecimento e todo o meu amor por vocês, pois sem sua presença na minha vida eu não seria a pessoa que sou hoje.


Beijos e carinhos sem ter fim...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Confusões de um Viúvo - Capítulo XVI (Final)




Usina do Gasômetro


Por-do-Sol no Guaíba



D. Nora


Postagem cancelada

Este capítulo ainda não terminou. Postei esta primeira parte agora e logo estarei postando o final... Finalmente...rsrsrs. O Leozinho está dando muito trabalho, gente...
Beijos!! 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Confusões de um Viúvo - Capítulo XV

Cantina Italiana


Álvaro
Postagem Cancelada


Bem, estamos quase chegando ao fim deste romance. Prometo que o próximo será o último capítulo.
Beijos!